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Autogestão

Autogestão, que estás no céu Aperfeiçoada seja sua metodologia Venha à nós, da Educação, Seja executada sua tarefa Assim em São Paulo, quanto no Mundo. O pão nosso de cada dia, Nós faremos hoje! Não perdoai as nossas ofensas Ao Estado de Democrático de Direito, Aos Direitos Humanos Assim como nós não perdoaremos A quem quiser se sobre por aos demais. Não deixei de enfrentar nossos adversários Ouvindo suas propostas Honestamente falando de nossos interesses E nossa capacidade de ver o mundo sob o paradigma Do Outro Do próximo, Do irmão, Do cidadão Do trabalhador Do produtor das riquezas do Mundo. E seu real proprietário Livre pra exercer sua iniciativa E registrar suas ideias. Livrai-nos do individualismo. Acolhendo o individualista. Pra ensiná-lo a ser solidário. E pra que tudo isso aconteça Pra que Assim Seja Nós precisaremos usar nossa máxima capacidade cerebral Nosso máximo poder Nossa capacidade de duvidar De pesquisar De avaliar qualquer gestão p...

Machuca

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Machuca é mais um filme latino-americano que mexe com os nossos brios. Influenciado pelas transformações político-sociais que o Chile atravessava no governo Allende, o padre McEnroe(Ernesto Malbran), diretor do conceituado colégio Saint Patrick, um dos mais conceituados do País, implementa o programa nacional de ação afirmativa que abre as portas da instituição para as crianças pobres da região, integrando assim os dois mundos. Já no meio do ano letivo, Pedro Machuca ingressa no educandário religioso, em uma classe equivalente a sua idade (11 anos), e conhece Gonçalo Infante. Este mora numa boa casa em um tradicional bairro de classe alta, enquanto que aquele vive em uma favela de Santiago. A despeito do enorme abismo social que os separa, os deixa deslocados e atrai brincadeiras preconceituosas por parte de algumas crianças ricas do colégio, como reflexo do descontentamento com as políticas governamentais de inclusão social, Pedro e Gonçalo tornam-se amigos. Nesse mom...

Cabra cega

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O longa que teve sua estréia em dezembro de 2005, conta a história de um militante (Thiago, interpretado por Leonardo Medeiros) da resistência à ditadura militar, que foi o brigado a manter-se isolado em um aparelho, tendo em vista que o outro em que se encontrava, fora descoberto por agentes da repressão. Na troca de tiro com estes agentes, Thiago fica ferido e sua companheira é presa. Durante o confinamento, Thiago vive a agonia de não mais participar das ações da sua organização e somente receber notícias de derrotas e mortes de seus companheiros de luta. A angústia que o confinamento causa ao guerrilheiro, o leva a nutrir sentimentos de desprezo e por fim desconfiança pelo dono do apartamento (Pedro, interpretado por Michel Bercovitch), que mantém uma vida “normal” e que, embora tenha cedido sua casa como esconderijo, não deseja uma participação mais contundente. Desde o primeiro contato do guerrilheiro com Pedro, fica clara a relação tensa que será desenvolvida ...

A primeira fenda

     Este blog não pede uma saída anatômica, nem ao ouvido dos amigos que não precisa permanecer disponível, mas destina-se às dúvidas do autor está procurando.    Diante disso, nada mais apropriado do que um local neutro, não destinado a ninguém como é caso do blog.    O objetivo deste espaço é servir de depósito para qualquer pensamento preso ou solto que brotar na mente do escritor.    Ele deseja apenas uma fenda, um buraco qualquer onde enfiar seus devaneios, perguntar para ninguém e responder ou não. Pode assinar ou rabiscar apócrifamente. Se quiser tem o poder de neologar, plagiar, xingar. Pode inventar heterônimos e até homônimos.    A fenda é a fresta por onde o escrivinhador deixa de dirigir suas palavras apenas às folhas de seus rascunhos, aos e-mails de seus conhecidos ou às pastas de seu PC.    Aqui nesta fenda, há de caber todos os lamentos deste fenômen...

Maduro

Maduro Letra trêmula Fome de vícios Cansado de nada Mesmo não estando inspirado Me forço ao papel Que nunca se furtou de me ouvir Mesmo diante do abismo Escuto minha mente produzir Ouço o bater de martelos Pasmo por não descobrir O que ela faz neste inverno Sonho as imagens mais tolas Temores tão vãos quanto possíveis Espero a graça me voltar A apelar minha pele da lembrança Solto no espaço Preso ao cosmos Sei muito e volto dos espasmos De uma vida induzida os trazem Minha vida assim o está Nem perco nem redescubro Os pensamentos que me povoam O espírito impregnado De paz e apego constantes Dela, minha vida, Sou mero espectador Da história tudo que faço Carrego comigo meus sonhos E vejo o fraquejar das pernas No horizonte da morte. ..........................Guto Moura

Comunidade socioeducativa

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Comunidade Socioeducativa: objetivo superior da Gestão Democrática e Participativa do Sistema Socioeducativo Augusto Cesar Andrade Moura Novembro 21, 2013 18:56 Comunidade Socioeducativa: objetivo superior da Gestão Democrática e Participativa do Sistema Socioeducativo Junho 20, 2015 3:00 , por Augusto Cesar Andrade Moura - sem comentários ainda Artigo de conclusão do Curso de Operadores do Sistema Socioeducativo, ministrado por professores selecionados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, aos socioeducadores do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Rio de Janeiro), na cidade de Volta Redonda – RJ, de setembro de 2014 a maio de 2015. Autores: Augusto Cesar Andrade Moura, socioeducador, DEGASE , Rio de Janeiro Celso Oliveira da Conceição, socioeducador, DEGASE , Rio de Janeiro Fabio Ribeiro da Silva, socioeducador, DEGASE , Rio de Janeiro Resumo: O prese...

Folhas cheias

Gosto de folhas cheias No meio do caderno, Escondido entre desabafos do fim da fila, Escrever minha exortação diária Para nunca deixar de imprimir Minha fé lacrada em neurônios amarrados em trança, Por onde passam elétrons desavidos, Safados, mobilizadores da verdade, Transfiguradores daquilo que o sentido informa. Ao ouvir, nesta manhã fria, Que o trabalho me faz sentir, E, longe de tudo que quero rezar, Para depois ser visto e ouvido, Escrever para outro ler Numa esperança de que, me mostrando, Seja eu algo a ser visto Por alguém, como eu, Que, talvez, não seja nada mais Do que eu, em outro momento. E, numa demonstração de humor, O universo foi capaz de me colocar em contraponto, Nessa infinita brincadeira de ser aqui e lá, Sempre eu a passear, Num trem elétrico, veloz como a luz, Sem pressa, por saber que sempre foi E sempre será um viajante, Em uma escuridão de saber e deixar de ser, Desfazendo o que, ontem, uma era atrás, Fui aquele que, ali mesmo, Es...