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Mostrando postagens de agosto, 2015

Machuca

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Machuca é mais um filme latino-americano que mexe com os nossos brios. Influenciado pelas transformações político-sociais que o Chile atravessava no governo Allende, o padre McEnroe(Ernesto Malbran), diretor do conceituado colégio Saint Patrick, um dos mais conceituados do País, implementa o programa nacional de ação afirmativa que abre as portas da instituição para as crianças pobres da região, integrando assim os dois mundos. Já no meio do ano letivo, Pedro Machuca ingressa no educandário religioso, em uma classe equivalente a sua idade (11 anos), e conhece Gonçalo Infante. Este mora numa boa casa em um tradicional bairro de classe alta, enquanto que aquele vive em uma favela de Santiago. A despeito do enorme abismo social que os separa, os deixa deslocados e atrai brincadeiras preconceituosas por parte de algumas crianças ricas do colégio, como reflexo do descontentamento com as políticas governamentais de inclusão social, Pedro e Gonçalo tornam-se amigos. Nesse mom...

Cabra cega

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O longa que teve sua estréia em dezembro de 2005, conta a história de um militante (Thiago, interpretado por Leonardo Medeiros) da resistência à ditadura militar, que foi o brigado a manter-se isolado em um aparelho, tendo em vista que o outro em que se encontrava, fora descoberto por agentes da repressão. Na troca de tiro com estes agentes, Thiago fica ferido e sua companheira é presa. Durante o confinamento, Thiago vive a agonia de não mais participar das ações da sua organização e somente receber notícias de derrotas e mortes de seus companheiros de luta. A angústia que o confinamento causa ao guerrilheiro, o leva a nutrir sentimentos de desprezo e por fim desconfiança pelo dono do apartamento (Pedro, interpretado por Michel Bercovitch), que mantém uma vida “normal” e que, embora tenha cedido sua casa como esconderijo, não deseja uma participação mais contundente. Desde o primeiro contato do guerrilheiro com Pedro, fica clara a relação tensa que será desenvolvida ...

A primeira fenda

     Este blog não pede uma saída anatômica, nem ao ouvido dos amigos que não precisa permanecer disponível, mas destina-se às dúvidas do autor está procurando.    Diante disso, nada mais apropriado do que um local neutro, não destinado a ninguém como é caso do blog.    O objetivo deste espaço é servir de depósito para qualquer pensamento preso ou solto que brotar na mente do escritor.    Ele deseja apenas uma fenda, um buraco qualquer onde enfiar seus devaneios, perguntar para ninguém e responder ou não. Pode assinar ou rabiscar apócrifamente. Se quiser tem o poder de neologar, plagiar, xingar. Pode inventar heterônimos e até homônimos.    A fenda é a fresta por onde o escrivinhador deixa de dirigir suas palavras apenas às folhas de seus rascunhos, aos e-mails de seus conhecidos ou às pastas de seu PC.    Aqui nesta fenda, há de caber todos os lamentos deste fenômen...