Folhas cheias
Gosto de folhas cheias
No meio do caderno,
Escondido entre desabafos do fim da fila,
Escrever minha exortação diária
Para nunca deixar de imprimir
Minha fé lacrada em neurônios amarrados em trança,
Por onde passam elétrons desavidos,
Safados, mobilizadores da verdade,
Transfiguradores daquilo que o sentido informa.
Ao ouvir, nesta manhã fria,
Que o trabalho me faz sentir,
E, longe de tudo que quero rezar,
Para depois ser visto e ouvido,
Escrever para outro ler
Numa esperança de que, me mostrando,
Seja eu algo a ser visto
Por alguém, como eu,
Que, talvez, não seja nada mais
Do que eu, em outro momento.
E, numa demonstração de humor,
O universo foi capaz de me colocar em contraponto,
Nessa infinita brincadeira de ser aqui e lá,
Sempre eu a passear,
Num trem elétrico, veloz como a luz,
Sem pressa, por saber que sempre foi
E sempre será um viajante,
Em uma escuridão de saber e deixar de ser,
Desfazendo o que, ontem, uma era atrás,
Fui aquele que, ali mesmo,
Estive fazendo e serei, novamente,
Aquela brisa aquecida.
Eu, o eterno,
Aquele que é, que era
E que nada sabe de tudo que criou;
E que sabe um pouco de cada milímetro imenso, universal,
De todas as dimensões, temporais e espaciais,
E, ainda por saber, se, daqui de onde vejo
E mando escrever
Vou
Pra eu sei lá o quê.
No meio do caderno,
Escondido entre desabafos do fim da fila,
Escrever minha exortação diária
Para nunca deixar de imprimir
Minha fé lacrada em neurônios amarrados em trança,
Por onde passam elétrons desavidos,
Safados, mobilizadores da verdade,
Transfiguradores daquilo que o sentido informa.
Ao ouvir, nesta manhã fria,
Que o trabalho me faz sentir,
E, longe de tudo que quero rezar,
Para depois ser visto e ouvido,
Escrever para outro ler
Numa esperança de que, me mostrando,
Seja eu algo a ser visto
Por alguém, como eu,
Que, talvez, não seja nada mais
Do que eu, em outro momento.
E, numa demonstração de humor,
O universo foi capaz de me colocar em contraponto,
Nessa infinita brincadeira de ser aqui e lá,
Sempre eu a passear,
Num trem elétrico, veloz como a luz,
Sem pressa, por saber que sempre foi
E sempre será um viajante,
Em uma escuridão de saber e deixar de ser,
Desfazendo o que, ontem, uma era atrás,
Fui aquele que, ali mesmo,
Estive fazendo e serei, novamente,
Aquela brisa aquecida.
Eu, o eterno,
Aquele que é, que era
E que nada sabe de tudo que criou;
E que sabe um pouco de cada milímetro imenso, universal,
De todas as dimensões, temporais e espaciais,
E, ainda por saber, se, daqui de onde vejo
E mando escrever
Vou
Pra eu sei lá o quê.
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