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Nação Multirracial

Há interesses maiores que sacrificam ambos os povos: israelenses e palestinos. Certo é que há uma boa parte da população de Israel que vive numa zona de conforto e não questiona o governo sionista que aperta o cerco à Palestina. Na Palestina a população acuada acaba aceitando saídas desesperadas como eleger o Hamas por viverem a situação contrária: fome, medo, ausência de estrutura mínima de vida. Se mantivermos sempre a perspectiva dos povos e não a dos dirigentes econômicos e políticos podemos analisar sempre possibilidades de diálogos e transformações. O povo israelense poderia mudar para um governo que acolhesse o povo palestino para fundar uma Nação multirracial. O racismo que separa e cria o apartheid atual pode ser substituído por uma convivência tolerante e rica entre judeus, árabes e outras etnias presentes na região. Etnia e também religiões. A maior parte do povo de Israel não tem religião e seria possível criar um Estado com espaços para islâmicos, judeus religiosos e crist...

Policiamento de Origem

Policiamento de proximidade é pouco!!! É preciso um policiamento de ORIGEM! Os concursos públicos escolhem Israelenses pra atuar na Palestina! Os policiais, da forma como hoje são originados, são estrangeiros em territórios “inimigos”! Não tem como dar certo. É impossível. Tudo o que já se constatou de racismo e ódio a população periférica jamais vai acabar se continuarmos a recrutar pessoas da classe média pra invadir áreas odiadas por esta classe social. A lógica de operações, escalada da guerra às drogas, gastos bilionários pra formar um exército de ocupação jamais vai acabar se mantendo o clima: eles e nós! A própria necessidade de acabar com a proibição sempre manterá a justificativa da própria existência “deles”: as “facções criminosas” contra os “paramilitares” como se usa neste texto aí: https://www.estadao.com.br/politica/gestao-politica-e-sociedade/policiamento-de-proximidade-repressao-qualificada-e-enfrentamento-as-organizacoes-criminosas/ Cuidar do primado da lei e da or...

Uma questão de medida

 Uma questão de medida De profundidade De envolvimento De carregar comigo Sem paternidade Sem sacerdocio Sem estar eternamete escravo Daquilo que cativo Do que cultivo. Você gostaria de pensar com clareza De sentir com clareza De decidir de forma acertiva Sobre tudo. Qual o nível do seu comprometimento? Quanto posso me dar para isso? Ora, não cativo nada! Nem cativo sou de nada! Cativar é prender! É pré prometer! É estar-se preso por hábito! Principlamente no coração! É acreditar que carrego tudo aquilo sobre que Busco solução! Posso me permitir. Posso contribuir. Posso me exercitar. Posso decidir. Posso comprar. Posso me comportar. Posso compor. Posso até Sabendo como Me comprometer. E isso, nem sendo juiz Nem sendo prefeito ou presidente. Não há nada que me prenda. Solto tudo. Tudo é solto. Tudo vai. Tudo se esvai. Nada carrego comigo mais do que decido. Vem no colo um pouquinho, meu filho. Tu podes. Contigo me prendo. Até você me soltar. Desde pequeno te carrego e te dei...
  Ser a mudança Ser um agente provocador dA Mudança é ser um risco. O perigo é você. Alterar a paisagem Mexer com a uniformidade do Ambiente É provocar. Ser distinto é ser um perigo. A conformidade reluta O conforto reage A paz é inerte. A guerra vem necessariamente da quebra da uniformidade do conforto. Da conformidade uniforme, monocromática. Estática. A estabilidade estabelecida quer permanecer. Quer ser conservada. O novo sempre vem Mas não é sempre bem-vindo. A velhice é nova pra quem antes estava satisfeito em ser novo. Morrer é uma novidade pra quem se conformou em estar vivo. Deixar a mudança chegar, sem reagir é uma exigência forçada. A reação é tão inevitável quanto a alteração do estado das coisas. A dinâmica dialética do dial das rádios Modifica o que está sendo escutado E dificulta que se tome ciência do que estava por ser falado No programa anterior E nos força a iniciar uma nova interpretação De um novo discurso Uma nova provocação De outro processo Que vai se findar...

A boca do túnel.

Eu sempre tive vontade de parar na beira da Dutra, indo pra Resende, na direção de Sao Paulo pra olhar com maior cuidado para o túnel da linha de ferro. Pedi para uma amiga que me levava para Quatis para que encontasse ali por alguns minutos. Do alto, é possível perceber o quanto a linha do trem está próxima das margens do Paraíba. Tem algumas casas que parecem terem sido contruídas recentemente. Tinha algumas com piscina. Pude observar que há linha de trem dos dois lados do Rio. Os carros passam em alta velocidade ali. Olhei por chão e minha vista foi ofuscada por algo luminoso, como era de tarde, havia um sol bastante brilhante e sua luz estava refletndo sobre um objeto. Quando abaixei para pegar, percebi que era uma argola prateada. Eis o objeto que consegui retirar deste local em que sempre quis estar, mas convenhamos que se trata de um lugar realmente nada convidativo pra voltar.

Impressor

Saudade de poetar é pois, punhetar, mesmo, escrivinhar e rabiscar também. Que tal ler? Ora, é saudade enquanto uso digitos teclas clichês, bisnetas do tipo para quem se tinha que ser Compositor!! E é verdade, pois essa pessoa trabalhava com colagem com fotografia com formatação brincava com as coleções de fontes que ele acumulava pra encrementar sua produção artística. Trabalho anônimo, que publicou obras de arte nas capas nas colunas nos cadernos... É ser humano quem pisa na areia e se orgulha de sua pegada olha pra ela seguro é minha fui eu que fiz, sou criador também, sou como deus. Deus me fez pra imprimir! A expressão corporal é o início da performance que o corpo será capaz de imprimir no ar no chão na terra na vida no papel nos papéis nos sonhos na labuta nos corações. A moda, o fazer e o influenciar. A plasticidade do refazer. A paz e a paixão. A negação da passividade. A participação na recepção. O fazer escutar, agindo no ouvir. Sendo proativo na atenção. Pra reproduzir e...

Zona de Liberdade

Ou vamos falar Ou vamos nos calar Não dá mesmo pra ficar Ao vento. Com gritos deseperados Com fardos a carregar Que nessa bateria De linguagens a generalizar Ou se fala bobagens Ou se entra na pista Pra dançar As  vezes preciso Te forçar ao papel Ora, quem foi que Te salvou da depressão? E te colou de volta Na Zona de Liberdade? E te deixou livre pra Interferir no espaço bidimensional? Da criação de images? De organização de palavras? Sem frieza E com mais clareza Do que o cristal da água De um ribeirão? E no espaço do papel Com apenas duas dimensões Entremos sem alarde Com uma pincelada Querido. Afago, Amada Carta e desenho. Gratidão. Opinião? Não. Isso não é lugar! Não se diz um troço desses.