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A boca do túnel.

Eu sempre tive vontade de parar na beira da Dutra, indo pra Resende, na direção de Sao Paulo pra olhar com maior cuidado para o túnel da linha de ferro. Pedi para uma amiga que me levava para Quatis para que encontasse ali por alguns minutos. Do alto, é possível perceber o quanto a linha do trem está próxima das margens do Paraíba. Tem algumas casas que parecem terem sido contruídas recentemente. Tinha algumas com piscina. Pude observar que há linha de trem dos dois lados do Rio. Os carros passam em alta velocidade ali. Olhei por chão e minha vista foi ofuscada por algo luminoso, como era de tarde, havia um sol bastante brilhante e sua luz estava refletndo sobre um objeto. Quando abaixei para pegar, percebi que era uma argola prateada. Eis o objeto que consegui retirar deste local em que sempre quis estar, mas convenhamos que se trata de um lugar realmente nada convidativo pra voltar.

Impressor

Saudade de poetar é pois, punhetar, mesmo, escrivinhar e rabiscar também. Que tal ler? Ora, é saudade enquanto uso digitos teclas clichês, bisnetas do tipo para quem se tinha que ser Compositor!! E é verdade, pois essa pessoa trabalhava com colagem com fotografia com formatação brincava com as coleções de fontes que ele acumulava pra encrementar sua produção artística. Trabalho anônimo, que publicou obras de arte nas capas nas colunas nos cadernos... É ser humano quem pisa na areia e se orgulha de sua pegada olha pra ela seguro é minha fui eu que fiz, sou criador também, sou como deus. Deus me fez pra imprimir! A expressão corporal é o início da performance que o corpo será capaz de imprimir no ar no chão na terra na vida no papel nos papéis nos sonhos na labuta nos corações. A moda, o fazer e o influenciar. A plasticidade do refazer. A paz e a paixão. A negação da passividade. A participação na recepção. O fazer escutar, agindo no ouvir. Sendo proativo na atenção. Pra reproduzir e...

Zona de Liberdade

Ou vamos falar Ou vamos nos calar Não dá mesmo pra ficar Ao vento. Com gritos deseperados Com fardos a carregar Que nessa bateria De linguagens a generalizar Ou se fala bobagens Ou se entra na pista Pra dançar As  vezes preciso Te forçar ao papel Ora, quem foi que Te salvou da depressão? E te colou de volta Na Zona de Liberdade? E te deixou livre pra Interferir no espaço bidimensional? Da criação de images? De organização de palavras? Sem frieza E com mais clareza Do que o cristal da água De um ribeirão? E no espaço do papel Com apenas duas dimensões Entremos sem alarde Com uma pincelada Querido. Afago, Amada Carta e desenho. Gratidão. Opinião? Não. Isso não é lugar! Não se diz um troço desses.

Pensando em tempo livre

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Coleção pensamento livre

Amorfagia

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Amorfagia Dou Amor, Intereresseiramente. Dou mesmo Querendo algo de volta. Quero tua atenção, Teu carinho, Teu afeto. Quero realmente o teu desejo Teu olhar voltado Pra mim! Sim, é por interesse Interesseiro de Amor Faminto de Amar-te!

Cada vez mais estranho

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Cada vez mais os estranho. Todo dia percorrido é pensar Como poderia ser Se tudo fosse comunitário! Se tudo fosse comunitário Nós nos cuidariamos Uns dos outros. Partilhariamos tempo e Espaço para tentar ser Atencioso e objetivo Com muito mais gente. Feito por essa própria gente Que quer se libertar De quem tenta ensiná-la Poder!

Querida vaidade

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Saio pela noite, com a minha preta e esse look. Tomo coragem e adiciono uma ferradura em cada orelha. Apareço pra alisar minha vaidade. Oh querida vaidade Que deve estar com o artista Que convence Pelo olho do outro Que a beleza reside em você. E assim , se posta de perfil Buscando o melhor ângulo Tentando escrever agora Pra si mesmo Que você é bonito. Que você é especial. Que você é meu amado. Que você é mesmo m(eu).