Zona de Liberdade

Ou vamos falar
Ou vamos nos calar
Não dá mesmo pra ficar
Ao vento.
Com gritos deseperados
Com fardos a carregar
Que nessa bateria
De linguagens a generalizar
Ou se fala bobagens
Ou se entra na pista
Pra dançar

As  vezes preciso
Te forçar ao papel
Ora, quem foi que
Te salvou da depressão?
E te colou de volta
Na Zona de Liberdade?
E te deixou livre pra
Interferir no espaço bidimensional?
Da criação de images?
De organização de palavras?
Sem frieza
E com mais clareza
Do que o cristal da água
De um ribeirão?

E no espaço do papel
Com apenas duas dimensões
Entremos sem alarde
Com uma pincelada
Querido. Afago,
Amada
Carta e desenho.
Gratidão.
Opinião? Não.
Isso não é lugar!
Não se diz um troço desses.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Machuca

Cabra cega

Comunidade socioeducativa