Impressor

Saudade de poetar é pois, punhetar, mesmo, escrivinhar e rabiscar também. Que tal ler? Ora, é saudade enquanto uso digitos teclas clichês, bisnetas do tipo para quem se tinha que ser Compositor!! E é verdade, pois essa pessoa trabalhava com colagem com fotografia com formatação brincava com as coleções de fontes que ele acumulava pra encrementar sua produção artística. Trabalho anônimo, que publicou obras de arte nas capas nas colunas nos cadernos... É ser humano quem pisa na areia e se orgulha de sua pegada olha pra ela seguro é minha fui eu que fiz, sou criador também, sou como deus. Deus me fez pra imprimir! A expressão corporal é o início da performance que o corpo será capaz de imprimir no ar no chão na terra na vida no papel nos papéis nos sonhos na labuta nos corações. A moda, o fazer e o influenciar. A plasticidade do refazer. A paz e a paixão. A negação da passividade. A participação na recepção. O fazer escutar, agindo no ouvir. Sendo proativo na atenção. Pra reproduzir e pra coproduzir, virar, volver revolver e volver novamente. Até que o justo se ascente no agito, na provocação, no estado de desequilíbrio, no mal estar civilizatório. O lugar de resistir, a ação de existir é a Revolução do agir! Essa borboleta que agita suas asas no peito de quem se importa com o outro. Com carinho. Com compaixão. Com amor. Com solidariedade. Aprendendo a cuidar junto da reprodução da vida plena. Pra que todos também seja capazes de gerar a Arte que nos faz Gente.

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