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Cada vez mais estranho

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Cada vez mais os estranho. Todo dia percorrido é pensar Como poderia ser Se tudo fosse comunitário! Se tudo fosse comunitário Nós nos cuidariamos Uns dos outros. Partilhariamos tempo e Espaço para tentar ser Atencioso e objetivo Com muito mais gente. Feito por essa própria gente Que quer se libertar De quem tenta ensiná-la Poder!

Querida vaidade

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Saio pela noite, com a minha preta e esse look. Tomo coragem e adiciono uma ferradura em cada orelha. Apareço pra alisar minha vaidade. Oh querida vaidade Que deve estar com o artista Que convence Pelo olho do outro Que a beleza reside em você. E assim , se posta de perfil Buscando o melhor ângulo Tentando escrever agora Pra si mesmo Que você é bonito. Que você é especial. Que você é meu amado. Que você é mesmo m(eu).

Autogestão

Autogestão, que estás no céu Aperfeiçoada seja sua metodologia Venha à nós, da Educação, Seja executada sua tarefa Assim em São Paulo, quanto no Mundo. O pão nosso de cada dia, Nós faremos hoje! Não perdoai as nossas ofensas Ao Estado de Democrático de Direito, Aos Direitos Humanos Assim como nós não perdoaremos A quem quiser se sobre por aos demais. Não deixei de enfrentar nossos adversários Ouvindo suas propostas Honestamente falando de nossos interesses E nossa capacidade de ver o mundo sob o paradigma Do Outro Do próximo, Do irmão, Do cidadão Do trabalhador Do produtor das riquezas do Mundo. E seu real proprietário Livre pra exercer sua iniciativa E registrar suas ideias. Livrai-nos do individualismo. Acolhendo o individualista. Pra ensiná-lo a ser solidário. E pra que tudo isso aconteça Pra que Assim Seja Nós precisaremos usar nossa máxima capacidade cerebral Nosso máximo poder Nossa capacidade de duvidar De pesquisar De avaliar qualquer gestão p...

Machuca

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Machuca é mais um filme latino-americano que mexe com os nossos brios. Influenciado pelas transformações político-sociais que o Chile atravessava no governo Allende, o padre McEnroe(Ernesto Malbran), diretor do conceituado colégio Saint Patrick, um dos mais conceituados do País, implementa o programa nacional de ação afirmativa que abre as portas da instituição para as crianças pobres da região, integrando assim os dois mundos. Já no meio do ano letivo, Pedro Machuca ingressa no educandário religioso, em uma classe equivalente a sua idade (11 anos), e conhece Gonçalo Infante. Este mora numa boa casa em um tradicional bairro de classe alta, enquanto que aquele vive em uma favela de Santiago. A despeito do enorme abismo social que os separa, os deixa deslocados e atrai brincadeiras preconceituosas por parte de algumas crianças ricas do colégio, como reflexo do descontentamento com as políticas governamentais de inclusão social, Pedro e Gonçalo tornam-se amigos. Nesse mom...

Cabra cega

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O longa que teve sua estréia em dezembro de 2005, conta a história de um militante (Thiago, interpretado por Leonardo Medeiros) da resistência à ditadura militar, que foi o brigado a manter-se isolado em um aparelho, tendo em vista que o outro em que se encontrava, fora descoberto por agentes da repressão. Na troca de tiro com estes agentes, Thiago fica ferido e sua companheira é presa. Durante o confinamento, Thiago vive a agonia de não mais participar das ações da sua organização e somente receber notícias de derrotas e mortes de seus companheiros de luta. A angústia que o confinamento causa ao guerrilheiro, o leva a nutrir sentimentos de desprezo e por fim desconfiança pelo dono do apartamento (Pedro, interpretado por Michel Bercovitch), que mantém uma vida “normal” e que, embora tenha cedido sua casa como esconderijo, não deseja uma participação mais contundente. Desde o primeiro contato do guerrilheiro com Pedro, fica clara a relação tensa que será desenvolvida ...

A primeira fenda

     Este blog não pede uma saída anatômica, nem ao ouvido dos amigos que não precisa permanecer disponível, mas destina-se às dúvidas do autor está procurando.    Diante disso, nada mais apropriado do que um local neutro, não destinado a ninguém como é caso do blog.    O objetivo deste espaço é servir de depósito para qualquer pensamento preso ou solto que brotar na mente do escritor.    Ele deseja apenas uma fenda, um buraco qualquer onde enfiar seus devaneios, perguntar para ninguém e responder ou não. Pode assinar ou rabiscar apócrifamente. Se quiser tem o poder de neologar, plagiar, xingar. Pode inventar heterônimos e até homônimos.    A fenda é a fresta por onde o escrivinhador deixa de dirigir suas palavras apenas às folhas de seus rascunhos, aos e-mails de seus conhecidos ou às pastas de seu PC.    Aqui nesta fenda, há de caber todos os lamentos deste fenômen...

Maduro

Maduro Letra trêmula Fome de vícios Cansado de nada Mesmo não estando inspirado Me forço ao papel Que nunca se furtou de me ouvir Mesmo diante do abismo Escuto minha mente produzir Ouço o bater de martelos Pasmo por não descobrir O que ela faz neste inverno Sonho as imagens mais tolas Temores tão vãos quanto possíveis Espero a graça me voltar A apelar minha pele da lembrança Solto no espaço Preso ao cosmos Sei muito e volto dos espasmos De uma vida induzida os trazem Minha vida assim o está Nem perco nem redescubro Os pensamentos que me povoam O espírito impregnado De paz e apego constantes Dela, minha vida, Sou mero espectador Da história tudo que faço Carrego comigo meus sonhos E vejo o fraquejar das pernas No horizonte da morte. ..........................Guto Moura