Diário de trabalho - Organização

Ontem, eu fui a o Rio para resolver algumas pendências administrativas.
A organização é um trabalho constante, talvez seja o único trabalho do ser humano de fato.
Por em cosmos aquilo que está como não desejamos, ou seja, em caos é a tarefa essencial da espécie que diz que pensa.
Esse amor pela estética do desejo é o orgulho do homem.
Somente me vejo como ser pensante se sou capaz de ver sentido naquilo que necessito.
Pois, foi com esse sentimento que procurei escorregar serra abaixo e me meter entre os outros que também estão na mesma busca e inserir o meu sentido interessante ou interessado às coisas que a mais ninguém que ali estava interessada em modificar. Talvez por esse desinteresse, aliás, por conta desse desprezo alheio, é que se fez fundamental a minha intervenção nas coisas que lá estavam arranjadas, de modo vário.
Do modo que eu arranjei o que ali estava, tudo passou a fazer mais sentido, embora nada esteja concluído. A simples sensação de que os modos que correrão os fatos, que povoam meus pensamentos e me causam tensão e desejo, serão do meu agrado e vislumbre, já me traz um prazer semelhante ao que terei com sua conclusão.
Informações, dados processados, processantes e a serem processados são tão relevantes e mexem tanto com o meu estado emocional que sinto realmente que a atividade primordial do homem é a organização sistemática daquilo que ele primeiro sabe, depois deseja ou rejeita e depois sabe novamente, que está ou não está feito.

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